domingo, 13 de março de 2011

Maternidade

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Amanhã fazemos 4 meses de casados, e a cobrança sobre a maternidade já começou faz tempo.

Como vocês sabem o Rodrigo já é pai de uma menina de 10 anos, a Luiza e quando casamos tínhamos em mente que só teríamos o nosso filho depois da copa do mundo.

Já contei para vocês que minha mãe teve diversos problemas durante as oito gestações que teve e por ter medo que isso aconteça comigo, quero ser mãe antes dos 30 anos. Como casei noiva ainda tenho bastante tempo para curtir nossa casa, nossa vida a dois até chegar o herdeiro.

Nesses últimos dias minhas amigas têm abordado esse tema com uma freqüência muito grande e isso me fez refletir.

Das amigas da época de infância, a maioria resolveu essa questão na adolescência. As que não resolveram estão longe do altar e da maternidade.

Já das outras amizades conquistadas ao longo da vida, que coincidentemente são amigas mais velhas, eu consigo dividir em 3 partes:

1. Já é mãe e nasceu para isso
2. Não é mãe e não vê a hora disso acontecer
3. Ainda não é mãe e não está com pressa

Na semana passada foi meu aniversário e tive a oportunidade de unir esses três grupos e acabou rolando uma discussão da paz sobre o assunto.

Depois consegui em outra oportunidade conversar com 2 pessoas do grupo 3 separadamente e ouvi duas frases que me “perturbaram” durante toda a semana:

1. Na verdade vou ser mãe para formar uma família, porque amo meu marido e vivo bem com ele. Não tenho essa vontade louca de ser mãe.
2. Não tem problema se eu for mãe com 35 anos e for julgada uma mãe senil, o importante é ter o amadurecimento para saber criar essa criança que vai depender de mim.

Refleti bastante e cheguei a conclusão que nesse momento eu sou como a amiga 1.

Se eu tinha um sonho nessa vida eu o realizei no dia 14 de Novembro.
Entrei na igreja vestida de noiva, ao lado do meu pai, com toda a pompa e circunstancia que eu pude.
Se eu não for mãe, vou continuar tendo uma vida feliz ao lado do meu marido.
Nesse momento não preciso da maternidade para ser completamente feliz.

Minha casa, minha rotina de vida, meu marido e a nossa família são o que me completam nesse momento.

Isso não quer dizer que no futuro eu possa mudar de idéia...

Um comentário:

  1. Oi amiga, não participei desse bate papo, mas darei minha modéstia opinião.Por ter sido mãe aos 30 ( e não me sinto uma mãe senil) por opção ( e ainda hoje passado 20 anos as vezes me questiono se fiz a coisa certa), amo meu filho incondicionalmente, mas essa é uma opção que só nós mulheres temos que ter a certeza e o desejo de ser mãe.
    Te apoio na sua escolha e como sei que tudo na sua vida é planejado, tenha seu filho ou não só na hora que seu coração pedir, pq Deus estará sempre com vcs.
    Muitos beijos,
    Pacheco

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